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Contador ou Técnico em Contabilidade

Estudantes confundem entre
"contabilista" e "técnico contábil".


Às vezes, em suas redações, estudantes revelam seus desejos de futura realização profissional. Talvez por causa das constantes crises econômicas que ocorrem no Brasil, são muitos os estudantes brasileiros de nível médio que demonstram interesse em atividades financeiras como, por exemplo, a de contador ou contabilista, mas desconhecem detalhes importantes sobra as atividades dos profissionais dessa área. Muitos são os que acham que têm condições para exercer a profissão só porque conseguem fazer operações aritméticas (somar, diminuir, multiplicar e dividir) com grande facilidade.
Em contabilidade, "contador" é o mesmo que "contabilista", embora muitos desses profissionais prefiram a palavra "contabilista". É o profissional formado em ciências contábeis. Este é um curso de nível superior que tem a finalidade de capacitar o profissional para lidar com patrimônios de empresas e outras organizações, avaliar os aspectos quantitativo e qualitativo, registrando fatos econômico-financeiros que os afetam e prevendo suas consequências.
O curso de ciências contábeis é também conhecido como "contabilidade". Talvez por isto seja confundido por algumas pessoas com o curso para formação de profissional técnico em contabilidade. Este, na verdade, é um curso técnico, de nível de ensino médio, não superior. O técnico contábil tem a função de fornecer às empresas informações úteis que garantam seu desenvolvimento e crescimento principalmente - mas não somente - em tempos de crise econômica. É ele quem realiza a escrituração contábil e fiscal; os registros e lançamentos contábeis de transações financeiras; o cálculo dos impostos, dos juros e das taxas; o acompanhamento de contas, receitas e despesas e outras atividades complementares às do contabilista.
"Escrituração" é a efetuação de lançamentos em contas. Esses lançamentos devem ser posteriormente compilados em livros e fichas. "Compilar" não é o mesmo que "copiar"; é reunir informações provenientes de diferentes textos ou documentos. A escrituração feita pelo técnico contábil é chamada "escrituração contábil", "escrituração mercantil" ou "escrituração comercial". "Receita" é a entrada calculada em dinheiro ou em créditos que representem direitos da empresa. Numa empresa privada, a receita corresponde ao faturamento obtido através da venda de seus produtos ou serviços.
As receitas podem ser operacionais e não operacionais. São operacionais quando são provenientes das atividades principais das empresas. As não operacionais resultam de transações consideradas extraordinárias, ou seja, não incluídas entre as atividades principais. Há outros detalhes a esse respeito, mas estes serão abordados num artigo sobre receitas. 

O que são "insumos"?

 "Insumo"
é um produto
usado para gerar
outros produtos.




Por ouvir falar muito em "insumos agrícolas, muitos estudantes de nível médio imaginam que "insumo" seja apenas algo relacionado à agricultura. Isto é revelado por algumas redações feitas por eles. O insumo é um bem ou serviço utilizado na produção de outro bem ou serviço. Em outras palavras: um produto que ajuda a gerar outros produtos. As fotografias mostram exemplos de produtos que também podem ser elementos de insumo para outros produtos. 
Explicando melhor: um insumo é o conjunto de matérias-primas, equipamentos, uso desses equipamentos, capital e outros elementos necessários para a produção de mercadorias ou serviços. "Capital", neste caso, é o valor em dinheiro necessário para os gastos na produção.
Em síntese, o insumo é a combinação dos fatores de produção diretos e indiretos para produzir mercadorias ou serviços a serem prestados. Na agricultura, por exemplo, são fatores de produção a terra, o capital e o trabalho. Em economia de uma forma geral, a matéria-prima é um fator de produção direto. Entre os fatores indiretos estão a mão-de-obra, energia e impostos. Ou seja, os fatores indiretos estão mais relacionados a custos de produção (os valores que são gastos para a produção). 
A matéria-prima é o produto - natural ou não - que serve como base para a fabricação de outro produto. O cacau, por exemplo, é a matéria-prima para a produção de chocolate. Por sua vez, o chocolate se torna a matéria-prima na fabricação de sorvetes de chocolate, balas de chocolate e os produtos alimentícios chamados "achocolatados". A madeira é a matéria-prima na fabricação de móveis, lápis, palitos de fósforo, portas, etc. Há matérias-primas de origens animal, vegetal e mineral (ferro, manganês, zinco, cobre, ouro, etc.). 

"As milhões de pessoas" está correto?

É claro
que não.

Nos noticiários de emissoras de rádio e televisão, ouvimos frequentemente apresentadores e repórteres dizendo "as milhares de pessoas", "as milhões de coisas", etc. Este erro também é muito comum em jornais impressos, revistas, informações via Internet, etc.
O artigo definido, seja no plural ou no singular, tem de estar de acordo com o gênero (masculino ou feminino) do substantivo. Exemplos: "as razões", "os casarões", "a razão", "o casarão", "as pretensões", "os aviões", "a pretensão", "o avião", etc. "Pessoas" é um substantivo feminino na forma plural, o que faz com que a forma correta seja "as pessoas". Entretanto, "milhões" é um substantivo masculino. Independentemente do gênero do complemento que vier após "milhões de...", o gênero de "milhões" é imutável. Portanto, a forma correta é "os milhões de pessoas". A regra é a mesma para "os milhões de mulheres", "os 15 milhões de mulheres", "os 250 milhões de casas", etc. Outros exemplos:

Correto: "dois milhões de espécies..."
Errado: "duas milhões de espécies..."

Correto: "os cinco milhões de raposas..."
Errado: "as cinco milhões de raposas..."

A expressão "elo de ligação" é correta?

Uma sequência de elos numa corrente.

A palavra "elo"
é uma metáfora.



Um elo.

Já me perguntaram diversas vezes se "elo de ligação" é uma redundância. Na verdade, é um pleonasmo. A diferença é que, numa redundância (ou numa expressão redundante), há duas ou mais palavras quando bastaria apenas uma para definir o que se quer dizer. Num pleonasmo, existe a redundância, mas com o propósito de dar mais ênfase à expressão.  Exemplos:
  • Redundância:
    Subir para cima - Como o verbo subir já indica movimento unicamente para cima, não há necessidade de dizer que é "para cima". Basta dizer ou escrever "subir". 
  • Pleonasmo:
    Vi com meus próprios olhos - Trata-se de uma redundância porque ninguém pode ver algo com os olhos de outra pessoa, mas, ao ser acrescentada ao verbo ver, a expressão "com meus próprios olhos" reforça minha intenção de que o que eu vi foi incrível mas foi real. Portanto, é um pleonasmo. 
    Um elo é algo que pode ser considerado uma via de relação entre duas ou mais pessoas ou coisas, ou entre dois ou mais fatos. Em casos assim, a palavra "elo" funciona como uma metáfora baseada nos elos de uma corrente. Numa das fotografias que ilustram esta postagem, há uma sequência de elos formando uma corrente, com cada elo interligando os outros. Na outra, há apenas um elo, que é apenas uma peça, mas ainda assim é um elo. Cada elo estabelece uma ligação entre os outros, o que faz com que "elo de ligação" seja realmente uma redundância, mas também se trata de um pleonasmo porque "de ligação" reforça seu significado. Assim, embora seja uma redundância, seu uso é corre

"Internetês" Pode Prejudicar as Atividades Profissionais

A "linguagem da internet"
está sendo
motivo de preocupação
para especialistas em educação.



Se o "internetês" fosse usado apenas na Internet, e ainda assim apenas de vez em quando, seria menos mal. O grande problema é que muita gente está usando esse mesmo tipo de "linguagem" em redações nas provas, em trocas de informações nas relações de trabalho, etc. Isto é uma péssima ideia. Em muitos casos, já está se tornando um vício, e é tão prejudicial quanto qualquer vício. Cabe aos professores de Língua Portuguesa alertar os jovens sobre isto e buscar meios de controlar a situação junto com eles. 
O "internetês" já está sendo considerado uma "variação de linguagem" nas formas de comunicação entre as pessoas através das redes sociais online (existem também as redes sociais presenciais). Isto pode prejudicar o rendimento escolar e limitar muito o grau de comunicabilidade de quem usa muito esse recurso. Ninguém está sendo proibido de usá-lo, mas aconselho que seja imposto um limite, pois limite é algo que é necessário em tudo na vida.
Eu concordo com o que a professora de língua portuguesa e escritora Wilma Ramos diz a esse respeito. Ela diz que no internetês não são usadas apenas "abreviaturas" que não existem no nosso idioma, mas também há um excesso de erros ortográficos, muitos até propositais, como "aki" ao invés de "aqui" e outros que não têm razão alguma para serem praticados. Ela alerta: isto é uma armadilha para quem participará de um vestibular, do Enem, de um concurso público ou de qualquer tipo de processo seletivo. 
Antes que alguém diga que toda essa preocupação é exagerada, lembro mais uma vez: isto já está acontecendo até nas relações profissionais.  Por maior que seja a intimidade entre o profissional e seus colegas ou seus clientes, este é um erro grave, pois dificulta a comunicação. A existência das regras ortográficas a serem cumpridas existe exatamente para facilitar a comunicação, e o que está ocorrendo é o contrário disto.
Não acredite nessa história de que "o internetês ajuda a fazer uma comunicação mais rápida". A "rapidez" na comunicação só por causa da exclusão de algumas letras não acontece, ela é uma ilusão. Use todas as oportunidades que tiver para escrever ou digitar sempre corretamente. Isto não somente facilitará a comunicação como evitará o risco de você esquecer como certas palavras são escritas e empregadas corretamente. Leia aqui para saber como escolher adequadamente as palavras e expressões que devem ser inseridas em suas redações.

"Aprendizagem", "Ensino", "Ensinagem" e "Ensinamento"

Foto: Construir Notícias
Pode parecer
estranho para você,
mas a palavra "ensinagem"
existe na Língua Portuguesa.


Quase sempre que alguém usa a palavra "ensinagem", alguém pergunta: "A palavra correta não é 'ensinamento'?". As duas palavras estão corretas, mas é preciso prestar atenção aos detalhes de seus significados específicos para, numa redação, incluí-las de acordo com o contexto.
"Ensinagem" não é o mesmo que "ensinamento". O ensinamento é um conjunto de ideias transmitidas pela pessoa que ensina à pessoa que pretende aprender. A ensinagem é o processo que envolve o ensinamento e a aprendizagem. "Aprendizagem" é a capacidade de aprender. O ensino é um sistema de transmissão de conhecimentos para instruir e educar pessoas. Há o ensino formal, o informal e o não formal.
Provavelmente você gostaria de me perguntar se "informal" e "não formal" não são a mesma coisa. Uma atividade informal visa à socialização do indivíduo sem considerar formalidades. Ocorre durante a vida inteira e nem sempre intencionalmente. Um processo não formal é sempre intencional. O ensino formal é o praticado através das instituições de ensino (escolas, faculdades, universidades, etc.).  O ensino informal se relaciona ao processo de socialização das pessoas. O não formal é intencional, relaciona-se a processos de consciência política e relações sociais de poder entre os cidadãos. O ensino não formal costuma ser praticado por organizações como associações e movimentos populares.
A aprendizagem é o processo pelo qual o aluno, discípulo ou aprendiz adquire conhecimentos, habilidades e capacitação através de estudos, experiências, formação, raciocínio e observação. Relaciona-se à educação como processo de desenvolvimento pessoal. É uma das funções mentais mais importantes para os humanos. "Educação" é o conjunto que inclui o ensinamento e a aprendizagem. A educação consiste em promover a sociabilização das pessoas para prepará-las para exercer profissões, facilitar seu convívio social, adequando-as para sua participação na sociedade. 

"Partilhar" ou "Compartilhar"?

É preciso saber
a diferença
entre "partilha"
e "compartilhamento".


Acostumados ao frequente uso das redes sociais na Internet, as pessoas em geral, mas principalmente os jovens, se deparam sempre com o verbo "compartilhar" e começam a achar que seu significado se refere apenas a dividir algo - uma informação, por exemplo - com alguém. Na verdade, isto se chama "partilhar". O uso da palavra "compartilhar" na rede social não está errado, o erro está nesta interpretação.
"Compartilhar" é praticar o compartilhamento de algo. "Compartilhamento" é o mesmo que "comunhão" ou "coparticipação". Significa fazer parte de algo, tomar parte em algo. Na Internet, quando você compartilha uma postagem, você participa da divulgação da informação entre várias pessoas. Mesmo que você não clique na palavra "compartilhar", não "marque" seus amigos numa postagem, basta que você publique algo em sua rede social, blog ou site, e já estará compartilhando com muita gente que visualizará sua publicação. Ocorre o mesmo quando a publicação é de outra pessoa mas você participa na divulgação.
Embora o verbo "partilhar" seja apresentado até em dicionários como se tivesse o mesmo significado de compartilhar, não é bem assim. "Partilhar" significa "partir", "dividir uma coisa em partes". Você pode, por exemplo, partilhar uma pizza para duas ou três pessoas. Pode partilhar um pão para ser comido por você e outras pessoas. Uma família pode partilhar uma herança.
Conclusão: "compartilhamento" é participação; "partilha" é divisão. Portanto, "compartilhar" é participar e "partilhar" é dividir em duas ou mais partes. 

As Diferenças entre "Meta", "Objeto", "Objetivo" e "Objetividade"

Ilustração feita pelo autor do texto.
Seus significados
se relacionam
entre si,
mas não são
o mesmo significado. 

Numa redação, o contexto é a relação entre entras as palavras e e expressões e as frases em que elas são usadas, entre essas frases e o parágrafo em que estão contidas e entre os parágrafos para estabelecer a linha de raciocínio que conduzirá o leitor do início ao fim do texto. Portanto, embora muitas palavras tenham aparentemente o mesmo significado, é preciso observar certos detalhes relacionados a elas e que possam se relacionar com o contexto geral da redação. 
Este é o caso de palavras como "meta", "objeto", "objetivo" e "objetividade". Frequentemente citadas até em alguns dicionários como sinônimas, são palavras com significados bem distintos, embora em certas circunstâncias algumas delas possam substituir uma das outras. "Objeto", por exemplo, é uma palavra que define coisas como um lápis, um brinquedo, uma faca, um copo, etc., mas também às vezes tem como significado a causa ou a consequência de algum fato ou alguma ação. Quando a ação é a execução de plano, o "objeto" também passa a ser "objetivo", que significa o que se pretende alcançar, obter ou realizar. Também, quando dizemos que seu texto precisa ser objetivo, estamos dizendo que ele precisa ser escrito de forma sucinta, clara, direta. Desta forma, torna-se fácil perceber que "objetividade" é a capacidade de escrever o texto nestas condições - ou seja, é a capacidade de ser objetivo.
Toda objetividade tem como principal objetivo o alcance de uma meta. "Meta" pode ser tanto a finalização da própria redação como a finalidade da mesma. Portanto, lembre-se que "finalização" e "finalidade" são coisas diferentes. Na redação, a finalização é o encerramento do texto e a finalidade é a razão pela qual você o escreveu. Não confunda "finalização" com "conclusão". A conclusão é o ato de finalizar o texto deixando claro para o leitor o raciocínio do autor com relação a seus próprios argumentos

Redafácil Atrai Especialistas em Política, Marketing e Vendas

O público
que acessa o Redafácil
se diversifica
cada vez mais.

Iniciei as atividades no Redafácil em 9 de janeiro de 2010 com o intuito de contribuir para que principalmente estudantes de nível médio tivessem uma opção a mais como pesquisa para melhorar seus níveis de redação. A ideia foi baseada no fato de que a maioria das notas em redação no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) era sempre péssima. Infelizmente isto ainda ocorre, mas vez por outra surgem aqui comentários de estudantes agradecendo por terem obtido notas melhores depois que passaram a visitar o blog.
Nos artigos, não abordo apenas técnicas de redação, embora elas constem em alguns deles. Isto já ocorre em muitos outros blogs e sites sobre redação. O que busco expor aqui são principalmente coisas extremamente importantes que, pelo que vejo, a maioria dos websites relacionados a este tema raramente abordam: o cuidado com as palavras e expressões de acordo com os contextos, a observância relacionada ao tipo de público ao qual o texto é dirigido, as formas como determinados temas devem ser abordados, etc. Ao que parece, isto tem trazido para o Redafácil acessos não somente de estudantes, mas também de profissionais de várias áreas e de vários países. Segundo o Blogger, serviço do Google que hospeda o Redafácil, nos últimos sete dias o blog tem recebido acessos de grande número de leitores do Brasil, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Irlanda, Moçambique, Rússia, Reino Unido e Quênia. 

O Similar Sites, que revela dados estatísticos de websites em geral, informa que a maioria das pessoas que acessam o Redafácil o fazem a partir de seus locais de trabalho. Segundo o site de relacionamentos profissionais LinkedIn, entre as pessoas que consultaram o Redafácil entre 24 de abril e primeiro de maio, no Brasil, 33% são especialistas em políticas governamentais, 11% são especialistas em marketing, 11% são corretores de investimentos e 11% são vendedores. As palavras-chaves mais usadas por quem encontrou o Redafácil através do LinkedIn foram "Rede Vitória de Comunicação".  

Luxo, Luxúria e Luxuosidade

 A aparente semelhança
entre as três palavras
gera confusão quanto aos significados.
Nas duas fotos (Arquivo Google),
dois exemplos de luxo e luxuosidade.

Em textos religiosos, a palavra "luxúria" aparece com certa frequência, citada como um dos "Sete Pecados Capitais". Muita gente confunde seu significado com os de "luxo", "luxuosidade", "ostentação", etc. Percebe-se tal confusão facilmente em muitas redações. 
Realmente a palavra "luxo" se relaciona à ostentação, à pompa, à suntuosidade, a tudo que seja uma beleza material excessiva, não necessária, e que envolve ou aparenta envolver gastos exorbitantes em dinheiro. A luxuosidade é de fato o conjunto de características de tudo que é luxuoso, que revele luxo. A luxúria, porém, se refere a práticas sexuais.
A luxúria é o mesmo que "lascívia". É uma emoção de intenso desejo pelos prazeres sexuais causados através da prostituição, da sodomia, da pornografia, da pedofilia, etc. Segundo a Igreja Católica, é um dos Sete Pecados Capitais e serve como "porta" para levar a outros pecados. Independentemente de pontos de vista religiosos, a luxúria (isto é, a prática sexual desregrada) estimula o abuso sexual (incesto, pedofilia, estupro, pedofilia, etc.), a exploração comercial do sexo (prostituição) e facilita a geração de DST (doenças sexualmente transmissíveis).

A Competência

Esta é
mais uma palavra
com vários significados
inter-relacionados. 


Quando o assunto é eleição, vem a preocupação sobre a honestidade ou desonestidade dos candidatos a cargos políticos. Por outro lado, mesmo se o candidato for uma pessoa honesta, é preciso avaliar se ela é competente para o cargo que pleiteará. Neste caso, avaliar a competência de alguém é algo mais complicado do que parece.
"Competência" é uma palavra frequentemente usada quando os temas são relacionados ao mercado de trabalho. É usada sempre para significar a capacidade profissional de uma pessoa. O uso da palavra para esta finalidade não está incorreto, mas tem uma série ampla de significados que induzem a este. "Competência" é um substantivo feminino proveniente da palavra latina "competere", que significa aptidão para cumprir uma tarefa ou executar uma função. 
Às vezes usamos a frase "isto não compete a mim", não para dizermos que não temos aptidão para fazer algo, mas para dizer que não temos a obrigação de fazê-lo. Neste caso, "competência" assume o significado de recebimento de uma ordem ou confiança para realizar algo, cumprir uma missão, realizar uma função. Aliás, é bom lembrar que "funcionário" não é a pessoa que tem um emprego, é a pessoa que tem como função a obrigação de cumprir algo, é a pessoa a quem é dada a obrigação de fazer algo funcionar.
No âmbito jurídico, a palavra "competência" representa qualquer atributo legal que permite a um juiz o direito de julgar uma causa. Ao mesmo tempo, indica aptidão ou conhecimento relacionado a uma determinada área. Isto coincide com "competência profissional", que no mercado de trabalho indica um conjunto de características de uma pessoa que lhe permitem realizar funções profissionais. 
Tudo isto nos leva à conclusão de que "competência" e "habilidade" são duas palavras com conceitos relacionados. A habilidade é a capacidade de praticar teorias e conceitos aprendidos e/ou adquiridos. A competência é a junção desses conhecimentos e a combinação entre duas ou mais habilidades.

Seja você mesmo - inclusive quando fizer redações.

Não confie
em "redações prontas".

- "Faço tudo igual ao que outros colegas de trabalho fazem, mas nunca sou tão valorizado quanto eles."
- "Faço tudo do mesmo jeito que Fulano faz. Ele ganha uma promoção, e eu não! O que ele tem, que eu não tenho?"
Você já notou que, num ambiente de trabalho, é comum ouvirmos colegas de trabalho dizendo coisas como estas? Pois é! São pessoas que admitem que tentam fazer algo igual ao que seus colegas fazem, mas se sentem insatisfeitas porque, apesar disto, eles são mais valorizados do que elas. O que está errado? É simples: aqueles colegas fazem o que são capazes de criar e desenvolver, e aqueles que os imitam são apenas imitadores. Não existem no mundo duas ou mais coisas nem pessoas exatamente iguais. Por mais que você seja capaz e se esforce em fazer algo do mesmo jeito como outras pessoas fazem, jamais conseguirá. Porém, poderá fazer melhor se tentar.
Faça o que tiver que ser feito, mas faça do seu jeito. Dê o seu toque pessoal ao que você faz. Se busca fazer igual ao que outros já fazem, isto dificultará seu ingresso no mercado de trabalho ou, se você estiver empregado, será um caminho aberto por você mesmo para o desemprego. Isto porque, tanto para as empresas como para os clientes, não interessa ter mais um profissional que faça as coisas de modo igual ou semelhante ao que outros já fazem. Se uma empresa  contrata alguém ou se um cliente necessita de um serviço ou um produto, eles querem que esse profissional lhes forneça o que eles necessitam. Ou seja, querem algo novo, não algo igual ou semelhante ao que eles já tem. 
Se um funcionário de uma empresa ou um profissional liberal diz que faz algo do mesmo jeito que os outros, ele mesmo está atestando sua incompetência. Ser competente não é apenas saber o que faz, entender do que faz ou fazer bem feito. Ser competente é fazer bem feito e constantemente trazer inovações. Fazer o que tiver que ser feito sempre de forma legal e honesta, mas ao mesmo tempo sempre inovadora.
As mesmas dicas acima são importantes também para você fazer suas redações. Você deve buscar orientações para melhorar seus níveis de redação, mas deve fazê-las do seu jeito e sempre tentar inovar. Inove com o devido cuidado, sem correr o risco de usar linguagem, palavras e expressões inadequadas, mantendo-se fiel aos contextos. Evite as "redações prontas" como as que são oferecidas em muitos sites. Faça as suas, mesmo quando estiver apenas treinando. Seja com relação às suas redações ou a qualquer das suas atividades, tentar fazer igual ao que outros já fizeram e ao que você mesmo(a) já fez é, ao mesmo tempo, demonstração de falta de criatividade e de falta de força de vontade para colaborar com o desenvolvimento da empresa com seu próprio desenvolvimento.  

Os Significados de "Corrente"

Temas em muitas redações,
as "correntes" na Internet
geram muita polêmica.

Muita gente as conhece como "correntes" e pergunta por que elas têm este nome. Na verdade essas "correntes" que ocorrem frequentemente através das redes sociais online e de serviços de mensagens como o Messenger e o WhatsApp são chamadas de "correntes do bem". Antes de me referir especificamente sobre elas, permitam-me explicar por que são chamadas correntes.
A palavra "corrente" tem vários significados que, na verdade, levam a um mesmo significado. Quando nos referimos a um período corrente, estamos referindo a um tempo (anos, ano, meses, mês, dias, dia, hora, horas, etc.) que está ocorrendo. A moeda corrente é a unidade monetária ainda em vigor. A corrente - ou correnteza - de um rio é o movimento da água que corre. Ou seja: "corrente" é tudo que corre de um ponto para outro, seja num espaço geográfico, no universo, no tempo, etc. É tudo que se locomove. O objeto geralmente de metal também chamado "corrente" é assim chamado por ser formado por elos ligados entre si um após outro, como se fosse algo que corresse continuamente do primeiro ao último elo.
As "correntes do bem", "correntes online" ou simplesmente "correntes", que antes eram comuns através dos serviços de correio e atualmente são muito frequentes através da Internet, são assim chamadas porque se trata de algo que corre através da rede, de uma pessoa para outra, com os supostos objetivos de ajudar alguém, defender uma causa, etc. O grande problema quanto a isto é que, como na maioria dos casos não se sabe quem a iniciou, não temos como saber das reais intenções dessa pessoa. Há informações de que muitas delas são criadas por hackers que usam esses meios para coletar dados pessoais dos participantes. Algumas pessoas dizem que isto é um boato, mas nós, leigos em informática quanto a esses detalhes, não temos como ter certeza disto. Portanto, é melhor evitá-las.
Segundo o Tecmundo, muitas dessas correntes online inúteis. Especialistas em informática informam que muitas são até mesmo falsas. Obviamente ninguém cria uma corrente dessas sem ter uma razão para tal. Se são falsas ou são inúteis para nós, elas servem para alguma coisa em prol de alguém. Este é, portanto, mais um motivo que nos leva a evitá-las. Eis aí um tema que você pode abordar para fazer sua redação como um treino em casa. Para isto, leia as dicas aqui.